A realidade por trás dos números
Quando a crise chega à mesa, à escola e à infância.
O Congo não é um país sem riquezas. O contraste está em uma população que convive com níveis muito altos de pobreza, fome e deslocamento enquanto o país possui alguns dos recursos naturais mais estratégicos do mundo. No leste, o conflito agrava essa distância e atinge diretamente a rotina das famílias.
69%da população vivia abaixo da linha nacional de pobreza, segundo levantamento de 2024 citado pelo Banco Mundial.
26,5 mide pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda na RDC, segundo WFP/FAO em 2026.
1,6 mi+de crianças estavam fora da escola no leste da RDC em fevereiro de 2025, segundo o UNICEF.
≈20%das meninas de 15 a 19 anos já haviam engravidado; 15% já tinham dado à luz, segundo dados DHS 2023–2024 citados pelo UNICEF.
Para muitas famílias, sobreviver exige reduzir escolhas básicas. A insegurança alimentar faz com que milhões tenham dificuldade para garantir comida suficiente e regular. O conflito e o deslocamento também interrompem aulas, fecham escolas e aumentam o risco de crianças e adolescentes ficarem sem proteção e sem continuidade nos estudos.
Meninas e adolescentes enfrentam riscos especialmente graves. No contexto de pobreza e conflito, organismos internacionais registram violência sexual, casamento precoce, exploração e sexo transacional, além de gravidez na adolescência. Ao mesmo tempo, a exploração e o tráfico ilícito de minerais no leste da RDC ajudam a financiar grupos armados e retiram das comunidades parte do valor gerado por suas próprias riquezas. Os minerais não são a única causa do conflito, mas são um dos fatores que o alimentam.